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Diploma pra quê?

Publicado em Uncategorized por carolina em 19/06/2009

A discussão sobre obrigatoriedade ou não do diploma de jornalista sempre me entediou. Primeiro porque eu nunca tive uma posição clara sobre o assunto; entendia os argumentos de ambos os lados – ou pelo menos alguns deles. E segundo que não aguento conversar com pessoas que começam frases com ‘a verdade é que…’  ou ‘escreve o que estou te dizendo’. Não suporto donos da verdade.

Mas o dia 17 de junho chegou e trouxe a novidade: o STF derrubou a obrigatoriedade do diploma. Simples assim. E eu me surpreendi com minha própria reação: fiquei profundamente frustrada. Então eu estou há um ano e meio estudando pra quê mesmo? Me formei em Rádio e TV e escolhi continuar na graduação de Jornalismo justamente porque pensava em exercer a profissão. Muita coisa mudou neste ano e meio; me decepcionei amargamente com a imprensa brasileira e com o jornalismo em geral. Mesmo assim, sabia que ia sair da universidade com dois diplomas, e não de qualquer escola; dois diplomas da Escola de Comunicação da UFRJ.

Mas ora vejam só, o diploma de Jornalismo não é mais necessário pra exercer a profissão. A princípio pensei ‘poxa vida, eles não podiam ter resolvido isso dois anos atrás?’. Eu poderia ter estudado História ou Letras, como sempre quis, mas resolvi continuar, apesar da minha relação de amor e ódio com a Comunicação. Enfim, what’s done is done.

Mas a frustração… Imagino que meus colegas estudantes de jornalismo também estejam se sentindo assim. Apesar de muitos terem manifestado sua alegria com a queda da obrigatoriedade do diploma… o que eu sinceramente não entendo, mas ado-aado-cada-um-no-seu-quadrado.

Não sou dona da verdade e não vou me fechar nos meus argumentos e sentimentos em defesa do diploma. Como disse, entendo alguns argumentos de quem pensa diferente de mim. Mas o que eu não consigo entender é como os defensores da queda do diploma, jornalistas inclusive, não veem como isso é uma clara desqualificação da nossa formação e da nossa profissão. Desregulamentação, pura e simples.

Falam em ‘reserva de mercado’. Hell yeah! Tem noção de quanto se paga a um jornalista hoje? Em redação ou em assessoria, o quadro é o mesmo: as vagas são escassas; quem consegue seu lugar, trabalha muito e ganha absurdamente pouco. Eu ainda estudo, mas quero ter um emprego em Comunicação – não necessariamente em redações – que me ofereça uma remuneração justa. O fim da obrigatoriedade do diploma vai piorar a já desesperadora situação do profissional de jornalismo. E sinto que vai fazer cair ainda mais o nível do jornalismo praticado no Brasil hoje. Leandro Fortes faz uma colocação muito pertinente:

O fim da obrigatoriedade do diploma vai, também, potencializar um fenômeno que já provoca um estrago razoável na composição das redações dos grandes veículos de comunicação: a proliferação e a expansão desses cursinhos de trainee, fábricas de monstrinhos competitivos e doutrinados para fazer tudo-o-que-seu-mestre-mandar. Ao invés de termos viabilizado a melhoria dos cursos de jornalismo, de termos criado condições para que os grandes jornalistas brasileiros se animassem a dar aulas para os jovens aspirantes a repórteres, chegamos a esse abismo no fundo do qual se comemora uma derrota.

E aqui encerro meu desabafo. Este assunto suga minhas energias boas. Meu coração é só tristeza; pelos jornalistas, pelo jornalismo e pelos leitores/telespectadores/ouvintes. É uma pena.

Dez perguntas para jornalistas na era da sobrecarga digital

Publicado em Uncategorized por carolina em 08/06/2009

Descobri um blog muito interessante, o Newsless. O autor, Matt Thompson, pesquisador do Reynolds Journalism Institute, explica o paradoxo de um blog sobre jornalismo digital chamar-se ‘newsless’, ou ’sem notícias’:

Although many use the terms “news” and “journalism” interchangeably, I think that journalism also encompasses something much more important — context. News certainly has its place. But I aim to use this site to advance the discussion of how we can better use the Web to deliver context in journalism.

Em português:

Embora muitos usem os termos ‘notícias’ e ‘jornalismo’ como sinônimos, eu acredito que jornalismo também consista em algo muito mais importante – contexto. As notícias certamente tem seu lugar. Mas eu pretendo usar este site para avançar na discussão sobre como podemos usar melhor a Web para agregar contexto ao jornalismo.

Matt escreveu um post muito interessante, chamado Ten questions to journalists in the era of overload.  Neste texto ele levanta questões muito pertinentes para jornalistas ’sobrecarregados’. Reiterando que seu compromisso com o jornalismo está muito mais focado no contexto do que nas notícias, Matt elenca dez questões essenciais neste momento de transição, em que novas maneiras de prover contexto estão sendo experimentadas. Traduzi-as livremente, resumindo as respostas oferecidas por Matt. No post original, em inglês, ele oferece links que aprofundam cada uma das questões. Vamos a elas:

1. Estamos fazendo nossa comunidade se sentir bem informada ou meramente distraída?

Segundo ele, ver milhares de manchetes em um site de notícias faz com que muitos consumidores de mídia sintam-se confusos e sobrecarregados, e não mais informados. Isso significa que o layout e o design da página devem comunicar uma clara hierarquia de informação (olha a interface aí!). O site deve convidar os visitantes com informações concisas sobre tópicos que sejam relevantes para eles, e permitir que eles se aprofundem nos detalhes se assim eles decidirem. Nada de empurar manchetes e links só para manter os internautas clicando.

2. Quão importante é este assunto para nossa comunidade, e por quê?

Esta, supostamente, deve ser uma pergunta feita pelos editores o tempo todo, mas o mix de manchetes na maioria dos sites de notícias parece ser movido mais pelo imediatismo do que pela relevância dos tópicos. Faz sentido: histórias efêmeras frequentemente tem mais pageviews, e isto significa mais publicidade. Mas esta é uma estratégia equivocada, especialmente em um contexto local. O jornalista deve buscar um ter uma relação duradoura com seus visitantes.

3. Estamos buscando a história mais relevante, ou a mais recente?

O ciclo de notícias, como o conhecemos, tem como objetivo ‘preencher buracos’ – encontrar qualquer acontecimento interessante e jogá-lo na página ou encaixá-lo na transmissão. Livre dos limites do tempo e do espaço, o ciclo de notícias do futuro deve aprofundar as histórias mais interessantes – reportar novos desdobramentos, claro, mas também explorar diferentes ângulos e estabelecer relações.

4. Estamos sintetizando informações, ou apenas agregando-as?

Sites de notícias começam a perceber que uma série de links sobre uma história pode ser tão importante como outro texto sobre o mesmo assunto. Mas muitas destas coleções de links são resultados de ferramentas de buscas problemáticas, que operam por algoritmos complexos e ineficientes. Links devem complementar, e não duplicar uns aos outros. É preferível uma seleção modesta de links úteis do que páginas e páginas de ruído.

5. Como estamos servindo àqueles que sabem muito/pouco sobre o assunto?

Aos iniciantes em um assunto, o jornalista deve fornecer uma recapitulação simples e digerível. Aos experts, deve oferecer um texto com informações novas e vastos bancos de dados. Ele deve guiar os incipientes através de conhecimentos avançados sobre qualquer tópico que eles queiram explorar, mas sua preocupação fundamental deve ser que os iniciantes entendam o contexto básico da matéria.

6. Estamos fornecendo uma trilha clara através da nossa cobertura?

Uma das características mais sensacionais da Web é sua habilidade de lidar com histórias não-lineares. Hyperlinks permitem uma nova maneira de contar histórias, que consegue mimetizar o fluxo livre e caótico do pensamento humano. Mas a linearidade tem seu valor. Grande parte do sentimento de sobrecarga é também o sentimento de confusão em meio a um emaranhado de informações. Deve-se oferecer uma navegação clara dentro e entre tópicos.

7. Estamos usando mil palavras onde deveria haver uma imagem?

A habilidade de fotos, sons e gráficos ilustrar o que as palavras não podem comunicar é fato consumado. Mas, frequentemente, o jornalismo digital não utiliza os recursos multimídias para  contar uma história coerente de forma eficaz. Deve-se mudar o foco: de meramente produzir mais recursos multimídias para integrar recursos multimídias mais eficientes.

8. Como estão nossos filtros?

Matt cita o tecnólogo Clay Shirky, que afirma que não existe sobrecarga de informação, mas sim uma falha no filtro.  Acreditando ou não nesta afirmação, é muito provável que você já tenha sofrido com as ferramentas de busca de um site de notícias. (Em outro post, falei sobre os problemas com a busca avançada no site do JB Online.) Os visitantes devem poder contar com boas ferramentas para filtrar as informações apresentadas pelo website. Tagging e taxonomia podem tornar-se a base de filtros eficientes. Quanto mais informação for oferecida, melhores os filtros devem ser.

9. Nossa cobertura vai conseguir encontrar seu público?

É irrealista esperar que todo tópico considerado relevante alcance todas as pessoas que ele deveria alcançar. Mas focando atenção e esforço nas histórias consideradas mais importantes, e continuando a aprofundá-las através do tempo, é mais fácil certificar-se de que estas histórias serão encontradas. É importante também questionar se o público está sendo procurado, em lugar de simplesmente esperar que ele venha a nós.

10. Como estamos lidando com nossa própria sobrecarga de informação?

À medida em que exploramos como a sobrecarga de informação afeta os hábitos de consumo de mídia, não podemos negligenciar seus efeitos em nossas técnicas de reportagem. Jornalistas na era da sobrecarga devem ser mestres do gerenciamento de informação. Devemos encontrar uma maneira de continuar na crista da onda em um mundo de caixas de email, caixas de comentários, atualizações de Twitter, RSS feeds e newsletters. O lado positivo é que, se estivermos fazendo a coisa certa, se estivermos oferecendo um serviço relevante para a comunidade, esta mesma comunidade vai nos ajudar a lidar com este fluxo de informações, ajudando-nos a navegar em um mar de documentos, chamando nossa atenção para desdobramentos importantes, ou repassando informações oriundas de lugares difíceis de alcançar. Nosso público é certamente nosso melhor aliado.

and Google does it again

Publicado em Uncategorized por carolina em 05/06/2009

Eu tenho medo do Google. Sério. É muita genialidade e simplicidade e magalomania em uma empresa só. Depois do Gmail, que pra mim é uma das melhores coisas já criadas na internet (quem já teve conta em qualquer outro provedor provavelmente concorda comigo), o Google anuncia, para o fim deste ano, o Wave. Segundo eles, o Google Wave é a ‘nova ferramenta de comunicação e colaboração na web’, e junta email, instant messaging, twitter, e tudo o mais que eles conseguirem inventar, ao mesmo tempo agora. Simultaneidade, compartilhamento, live.

Interface do Google Wave

Google Wave

Sinceramente, tudo me pareceu um pouco caótico. Achei a interface confusa – e interfaces simples e intuitivas sempre foram a marca do Google. Ou talvez eu não tenha entendido bem como essa profusão de ferramentas e possibilidades vai ser integrada.

O que me interessou muito foi o post de Carlos Castilho em seu blog no Observatório da Imprensa. Segundo ele, o serviço vai potencializar o jornalismo colaborativo. O jornalista observa que, apesar de não ter ser voltado diretamente para a produção jornalística, o Google Wave ele tem todos os ingredientes capazes de provocar ‘um novo salto na produção de notícias’.

A principal perspectiva que esta ferramenta oferece ao jornalismo é a possibilidade da conversação online acontecer num ambiente de produção de notícias com a participação de vários protagonistas ao mesmo tempo.

Imaginemos um repórter transmitindo sua reportagem, em áudio, imagens ou texto, direto do local dos acontecimentos e ao mesmo tempo em que os editores da publicação, fontes de informação, testemunhas e internautas possam acrescentar, corrigir ou suprimir informações.

Evidentemente um cenário como este provoca arrepios nas redações convencionais porque induz à idéia de caos e ausência de controle. Temores como este são reais porque o Wave abre uma nova perspectiva para a produção colaborativa de notícias ao viabilizá-la em tempo real e envolvendo grupos de pessoas.

Como disse, não entendi bem a proposta do Wave. O ‘tudoaomesmotempoagora’ me incomoda. Será que caminhamos para um futuro online ontime fulltime, como sonha a vã filosofia de um portal de notícias por aí? Como Regina Duarte, eu tenho medo.  Mas as possibilidades que Carlos Castilho viu na nova empreitada do Google são no mínimo animadoras. 

A distopia de Eduardo Azeredo

Publicado em Uncategorized por carolina em 02/06/2009

charge azeredo

Charge do blog Eu também vou reclamar

Há um tempo o Senador Eduardo Azeredo, do PSDB das minhas Minas Gerais (ô desgosto) assombra os internautas brasileiros com seu infame Projeto de Lei de Crimes Informáticos, que criminaliza usuários de internet como eu e você, que baixamos filmes, músicas e softwares, além de fomentar um regime de vigilância (sempre ela) virtual, como no cada vez mais próximo 1984.

Um de meus blogueiros-ídolos, Idelber Avelar, foi um dos palestrantes em evento realizado nesta segunda-feira, dia 01 de junho, em Belo Horizonte, combativamente denominado Mega Não -  Ato Público contra o AI-5 Digital. Disponibilizo aqui links importantíssimos para a compreensão da sandice do Senador Azeredo, com comentários de blogueiros, jornalistas e juristas chancelados pelo Professor.

O que há de errado com o Projeto Azeredo?, de Túlio Vianna (ótimo blog; Vianna é professor de Direito Penal e advogado com atuação na área de Direito Informático. Tenho sempre um pé atrás com advogados, mas este parece estar do lado certo da Força.)

Notas soltas sobre o Mega Não em BH, de Idelber Avelar

Minhas (nada curtas) notas sobre o #meganão ao #ai5digital em bh, de Clarice Maia

Xô, Censura, “um movimento pela liberdade de expressão, de ação, de pensamento, de vida, mas não de anarquia. Somos totalmente favoráveis ao direito à privacidade e contra qualquer ação oposta a estes princípios.”

Este é um blog sobre jornalismo digital, eu sei. Mas acredito que tudo que envolve direitos civis, dentro e fora da internet, deve ser comentado, debatido e divulgado. Especialmente quando se trata do cerceamento destes direitos, como o projeto de lei do nada excelente Senador.

Heurística

Publicado em Uncategorized por carolina em 01/06/2009

Assustado com o palavrão aqui em cima? Não há o que temer. Há algumas semanas li o livro “Usabilidade de Interfaces Web – Avaliação Heurística no Jornalismo Online”, de Antonio Luis Lordelo Andrade. O autor fala sobre a importância da interface no jornalismo on-line, utilizando o conceito de usabilidade para comentar a experiência do usuário no ambiente múltiplo e heterogêneo da internet, e utiliza o Jornal do Brasil Online como estudo de caso, realizando uma avaliação heurística de sua interface. Mas o que é essa heurística afinal?

Nossa querida Wikipédia, na página em português, nos informa que ‘heurística’ vem de ‘eureka’ – Arquimedes na banheira, lembra? – e que, “quando usada como substantivo, identifica a arte ou a ciência do descobrimento”. Na página em inglês, nos é dada uma definição de heurística muito mais próxima daquela usada por Andrade em seu livro.

Heuristic (/hjʊˈrɪs.tɪk/) is an adjective for experience-based techniques that help in problem solving, learning and discovery. A heuristic method is particularly used to rapidly come to a solution that is hoped to be close to the best possible answer, or ‘optimal solution’.

Em tradução livre, “heurística é um adjetivo para técnicas baseadas em experiências que ajudam na resolução de problemas, no aprendizado e na descoberta. Um método heurístico é particularmente usado para rapidamente chegar a uma solução que espera-se seja a melhor resposta possível, ou ‘melhor solução possível’”. No livro, o autor chama de heurísticas as “regras pré-definidas que determinam o conceito de uma boa interface”. Estas regras são usadas na avaliação do portal do JB Online, em 2005. Claro que a interface do site mudou nestes quatro anos; ainda assim, as observações do autor são bem pertinentes.

Andrade lista nove princípios, relacionados em 1990 por Nielsen e Molich, que caracterizam uma boa interface:

1. Usar linguagem simples e natural;

2. Falar a linguagem do usuário;

3. Minimizar a carga de memória do usuário;

4. Ser consistente;

5. Prover feedback;

6. Prover saídas bem indicadas (quem não odeia quando não consegue sair de uma página?);

7. Possibilitar uso de atalhos;

8. Apresentar boas mensagens de erros;

9. Prevenir erros.

A partir da análise de problemas de usabilidade, Nielsen definiu um novo conjunto contendo 10 heurísticas de usabilidade:

a. Visibilidade do status do sistema;

b. Equivalência entre o sistema e o mundo real;

c. Controle do usuário e liberdade;

d. Consistência e padrões;

e. Prevenção de erro;

f. Reconhecer ao invés de relembrar;

g. Flexibilidade e eficiência de uso;

h. Estética e design minimalista;

i. Auxílio ao usuário para reconhecer, diagnosticar e recuperar-se de erro;

j. Ajuda e documentação.

Estas foram as heurísticas usadas para avaliar o JB Online. A partir de cada uma delas foram desenvolvidas outras heurísticas, mais específicas e relacionadas a cada situação apresentada pela primeira. O autor contou com a ajuda de cinco avaliadores, que analisaram a interface do site classificando cada item com notas de 0 a 4, em que 0 significava que não era um problema de usabilidade, e 4 indicava uma catástrofe de usabilidade. A área mais problemática na interface do JB Online em 2005, segundo avaliação do autor, é a de busca e pesquisa avançada. Foi a mais criticada pelos avaliadores e teve as maiores notas.

Acredito que o mais importante no estudo de Andrade são mesmo os princípios de uma boa usabilidade propostos pelo autor. Os itens são o que qualquer usuário leva em consideração, mesmo que inconscientemente, ao julgar uma interface como boa ou ruim. É interessante como uma interface pode atrair ou repelir o usuário, muitas vezes independentemente do conteúdo do site. Sites de jornalismo online, como o avaliado pelo autor, costumam ter uma interface poluída, com muitos links e chamadas por página, e um aproveitamento do espaço quase esquizofrênico. As notícias e seções são muitas, claro; mas ainda falta aos webdesigners encontrar uma maneira de exibir tudo o que o site pode oferecer ao usuário sem afogá-lo em um mar de links.

The Daily Me

Publicado em Uncategorized por carolina em 24/03/2009

Interessante artigo do colunista Nicholas Kristof no New York Times sobre jornalismo na internet. Kristof disserta sobre como o consumo de notícias pela internet pode nos ‘fechar em nós mesmos’; a tendência demasiadamente humana de procurar conforto no reforço de nossas próprias opiniões.

The Daily Me‘, em inglês, e ‘O leitor editor de si mesmo‘, tradução no Observatório da Imprensa.

*

Nota após o texto de Kristof na página do NYT: ‘I invite you to visit my blog, On the Ground. Please also join me on Facebook, watch my YouTube videos and follow me on Twitter.’

Sinal dos tempos. =)

The Huffington Post

Publicado em Uncategorized por carolina em 19/03/2009

http://www.huffingtonpost.com/

Pra mim, o ‘internet newspaper’ mais emblemático de nossa era. Ainda falarei sobre ele com mais detalhes.

O que é infomidiadigital?

Publicado em Uncategorized por carolina em 18/03/2009

Infomidiadigital, o nome que escolhi pra este blog, condensa o ‘tudoaomesmotempoagora’ em que vivemos desde que a internet invadiu nossas vidas. A princípio, podemos pensar nas maravilhas que a web faz por nossa vida pessoal: redes sociais, blogs, youtube… Mas a mesma tecnologia que revolucionou nossa maneira de fazer e manter amizades também colocou o jornalismo de pernas para o ar. Não é pra menos; as novas maneiras que encontramos de trocar informações sobre nossas vidas fizeram com que nós, meros ‘usuários’, nos tornássemos produtores, provedores, comentaristas, agitadores…

O jornalismo tem tentado se apropriar dessas novas mídias. A nova maneira de se consumir informação levou a uma nova maneira de se produzir informação – aliás, é difícil saber quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. Esta ‘crise de identidade’ que o jornalismo vive hoje e as consequências desta reinvenção serão o tema deste blog.

Benvenuti. :)